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sábado, 2 de dezembro de 2017

Ninguém é igual a ninguém

Utilizando a data da consciência negra, para trabalhar as questões de preconceito e as diferenças, fiz uma roda de conversas após a contação da história "Joaquina e seus coleguinhas"( criada por mim), onde levei bonecas e boneco de pano, com características, diferentes (negro, cabelo roxo, estatura baixa...).
Na história contada a boneca Joaquina (negra) era deixada de lado, pelos colegas...os alunos concluíram que era por causa da cor...Depois deixei a boneca pequena excluída, eles chegaram a conclusão que era porque ela era baixinha...
Finalizando a história, eu coloquei um coração embaixo da roupa de cada boneco, mostrando para eles que somos diferentes por fora, , mas por dentro somos todos iguais. Os alunos adoraram e depois ilustraram ps personagens.
Achei muito interessante pois eles, sem eu induzir , chegaram a conclusão da igualdade e que não devemos excluir ninguém. Fui surpreendida  por eles.




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Respeito ou preconceito?

Levando em conta as datas comemorativas do mês de novembro, me deparo com o dia 22/11- consciência negra.
Minha escola de educação infantil fez um projeto para toda a escola trabalhar esse tema.
Foi onde me deparei com várias dúvidas, e uma delas foi como trabalhar o mesmo tema em uma turminha de maternal 1.
Tive a ideia de pegar as bonecas e bonecos de pano da minha filha, onde uma delas era negra e contar uma história onde todos eram coleguinhas, porém eles não brincavam com a "Bibi" (boneca negra) devido à cor de sua pele.
Ao concluir a história, mostrei que por dentro todos eram iguais ( havia um coração por baixo de cada roupinha).
Eles adoraram, porém  quem ficou receosa foi eu, ao contar a história, pois uma das atendentes era negra. Fiquei toda melindrosa com o uso das palavras, de que forma colocá-las, enfim, ao término da aula, quando retornava para casa, fiquei me perguntando:
- Até que ponto vai o preconceito?
- Será que as pessoas negras se sentem "mal" ao ouvir uma história sobre preconceito?
- Será que o meu pensamento teve relação ao preconceito?
Respondendo a última pergunta, tenho certeza que não sou preconceituosa, pois o pai da minha filha é negro, porém não sei porque aquele sentimento de magoá-la me atingiu tanto.
Será que nós professores estamos preparados para abordar esse assunto em sala de aula?

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Sentido da educação

Olhando o vídeo que as colegas Lu Rappeck e Gisele da Rosa fizeram, onde o assunto era "O sentido da educação- Um olhar indígena sobre o tema", fiquei observando atentamente e me perguntando qual o sentido da educação, não só no olhar indígena, mas sobre o nosso olhar.
Em um certo momento é feita uma pergunta ao cacique Francisco, sobre qual o sentido da educação para o povo guarani?
Ele responde:
"- É forma de você ensinar as crianças...nossa educação é diferente da cidade, nossa educação é no cotidiano, no dia-a-dia, nós aprendemos com nossos pais a respeitar as pessoas, a primeira educação a gente recebe em casa com a nossa família e a educação escolar, na escola a gente aprende a ler e escrever..."
Me detendo na última parte da resposta, onde é dito que "a primeira educação a gente recebe da nossa família em casa, na escola a gente aprende a ler e escrever..." eu vejo que o meu olhar sobre a educação é o mesmo que o olhar dele, porém não é o que vivencio no cotidiano escolar, onde os papéis se invertem...
Sempre tive comigo que educação vem de casa e que escola é para "ler e escrever", transmitir conhecimentos...mas não é essa a realidade.
Escuto com frequência de pais de alunos "Professora não posso mais com meu filho, o que você pode fazer?"
Aí eu me pergunto, estamos preparados para lidar com essas situações?
Qual o real sentido da educação?

sábado, 9 de setembro de 2017

Meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde!

"Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar, que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde."
                                                                          Caio Fernando Abreu

Subi correndo no primeiro bonde sem esperar que parasse, sem saber para onde ia...
Entrei na sala de aula, com minha aula planejada, sem saber qual a real necessidade dos alunos.

Meu caminho pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde.

Foi onde percebi que meu planejamento vai além de quatro paredes, atravessa barreiras.
Se faz necessário uma observação profunda do perfil dos meus alunos, da turma, para poder alcançar os objetivos propostos.