Falando em aprendizagem, acredito que ela seja toda e qualquer experiência vivenciada que possamos agregar ao nosso conhecimento, experiência essas que estamos em constante busca, pois o aprendizado acabar nunca. Prova disso é a minha busca através deste curso, onde procuro absorver o máximo e levar para a sala de aula, fazendo dela um espécia de laboratório, pois devemos praticar para podermos melhorar e buscar soluções para o que não está bem entendido.
Toda aprendizagem adquirida deve-se passar adiante, contribuindo para a aprendizagem do outro.
domingo, 3 de dezembro de 2017
Leitura e escrita
A leitura nos abre horizontes para por em prática a escrita. Na escrita usamos a imaginação , o conhecimento, nossas vivências. Através da escrita podemos expressar o que aprendemos e o que almejamos relatando através dela um mundo cheio de informações.
Para desenvolvermos uma escrita rica, bem elaborada, clara, é necessário que a leitura se torne um hábito em nossas vidas, pois quanto mais lermos, a escrita poderá tornar-se mais fácil e coerente, pois a leitura enriquece nosso vocabulário.
A leitura nos permite percorrer caminhos não trilhados,nos leva a diversos lugares e a experimentar o cotidiano de diversas culturas.
Essa mesma leitura, nos serve de ferramenta para uma boa produção textual, com fundamentação teórica e rica em informações .
Logo a leitura e a escrita estão interligadas, uma faz parte da outra, como se fossem um mecanismo que trabalha em sincronia, pois é preciso que se escreva, para que se possa ler, e vice-versa, é uma trajetória de ir e vir, um caminho interligado.
Para desenvolvermos uma escrita rica, bem elaborada, clara, é necessário que a leitura se torne um hábito em nossas vidas, pois quanto mais lermos, a escrita poderá tornar-se mais fácil e coerente, pois a leitura enriquece nosso vocabulário.
A leitura nos permite percorrer caminhos não trilhados,nos leva a diversos lugares e a experimentar o cotidiano de diversas culturas.
Essa mesma leitura, nos serve de ferramenta para uma boa produção textual, com fundamentação teórica e rica em informações .
Logo a leitura e a escrita estão interligadas, uma faz parte da outra, como se fossem um mecanismo que trabalha em sincronia, pois é preciso que se escreva, para que se possa ler, e vice-versa, é uma trajetória de ir e vir, um caminho interligado.
Todos têm uma família!
Certo dia trabalhando em sala de aula, trabalhava um projeto sobre família!
Entre algumas atividades, uma delas era desenhar sua família, com o objetivo de mostrar que apesar de diferentes tipos, o importante é ter uma família...
Durante a exposição dos desenhos , e dialogo informal com a professora e alunos, surgiu o desenho de uma família, onde a menina era criada por duas mulheres. A menina não demostrou problema algum em expor sua família, porém dois alunos começaram a rir, e a partir deste dia se afastaram delas e falavam piadas relacionadas a seus "pais".
Tive dificuldades de mostrar para eles que a mesma merecia seu respeito, e que há vários padrões de família.
Diante disso fica muito difícil trabalhar a diversidade, pois eles já vem de casa com seu "pré" conceito, e muitos pais não aceitam esse assunto em sala de aula.
Entre algumas atividades, uma delas era desenhar sua família, com o objetivo de mostrar que apesar de diferentes tipos, o importante é ter uma família...
Durante a exposição dos desenhos , e dialogo informal com a professora e alunos, surgiu o desenho de uma família, onde a menina era criada por duas mulheres. A menina não demostrou problema algum em expor sua família, porém dois alunos começaram a rir, e a partir deste dia se afastaram delas e falavam piadas relacionadas a seus "pais".
Tive dificuldades de mostrar para eles que a mesma merecia seu respeito, e que há vários padrões de família.
Diante disso fica muito difícil trabalhar a diversidade, pois eles já vem de casa com seu "pré" conceito, e muitos pais não aceitam esse assunto em sala de aula.
sábado, 2 de dezembro de 2017
Diferenças
Não podemos falar em igualdade sem incluir questões relativas à diferença.
Devemos lutar contra todas as formas de desigualdade,preconceitos e descriminações .
A escola é uma instituição que acredito servir como "mediadora" desta questão que é a diferença, diferença essa que abrange várias situações, relacionadas à cultura , globalização, etc.
Neste contexto não devemos ser conservadores e sim, acompanhar as mudanças que vem acontecendo dentro do horizonte geral da vida social, diferentes situações que acontecem nas práticas sociais.
Essas questões são bastantes complexas, porém fico pensando, referente ao que DURKHEIN diz, (...) Longe de a educação ter por objeto único e principal o indivíduo e seus interesses, ela é antes de tudo o meio pelo qual a sociedade renova perpetuamente as condições de sua própria existência. A sociedade só pode viver se dentre seus membros exista uma suficiente homogeneidade(...).
Fica então essa reflexão de como devemos agir para termos uma sociedade mais homogênea, sem desigualdades, preconceitos e descriminações.
Devemos lutar contra todas as formas de desigualdade,preconceitos e descriminações .
A escola é uma instituição que acredito servir como "mediadora" desta questão que é a diferença, diferença essa que abrange várias situações, relacionadas à cultura , globalização, etc.
Neste contexto não devemos ser conservadores e sim, acompanhar as mudanças que vem acontecendo dentro do horizonte geral da vida social, diferentes situações que acontecem nas práticas sociais.
Essas questões são bastantes complexas, porém fico pensando, referente ao que DURKHEIN diz, (...) Longe de a educação ter por objeto único e principal o indivíduo e seus interesses, ela é antes de tudo o meio pelo qual a sociedade renova perpetuamente as condições de sua própria existência. A sociedade só pode viver se dentre seus membros exista uma suficiente homogeneidade(...).
Fica então essa reflexão de como devemos agir para termos uma sociedade mais homogênea, sem desigualdades, preconceitos e descriminações.
Ninguém é igual a ninguém
Utilizando a data da consciência negra, para trabalhar as questões de preconceito e as diferenças, fiz uma roda de conversas após a contação da história "Joaquina e seus coleguinhas"( criada por mim), onde levei bonecas e boneco de pano, com características, diferentes (negro, cabelo roxo, estatura baixa...).
Na história contada a boneca Joaquina (negra) era deixada de lado, pelos colegas...os alunos concluíram que era por causa da cor...Depois deixei a boneca pequena excluída, eles chegaram a conclusão que era porque ela era baixinha...
Finalizando a história, eu coloquei um coração embaixo da roupa de cada boneco, mostrando para eles que somos diferentes por fora, , mas por dentro somos todos iguais. Os alunos adoraram e depois ilustraram ps personagens.
Achei muito interessante pois eles, sem eu induzir , chegaram a conclusão da igualdade e que não devemos excluir ninguém. Fui surpreendida por eles.
Na história contada a boneca Joaquina (negra) era deixada de lado, pelos colegas...os alunos concluíram que era por causa da cor...Depois deixei a boneca pequena excluída, eles chegaram a conclusão que era porque ela era baixinha...
Finalizando a história, eu coloquei um coração embaixo da roupa de cada boneco, mostrando para eles que somos diferentes por fora, , mas por dentro somos todos iguais. Os alunos adoraram e depois ilustraram ps personagens.
Achei muito interessante pois eles, sem eu induzir , chegaram a conclusão da igualdade e que não devemos excluir ninguém. Fui surpreendida por eles.
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Respeito ou preconceito?
Levando em conta as datas comemorativas do mês de novembro, me deparo com o dia 22/11- consciência negra.
Minha escola de educação infantil fez um projeto para toda a escola trabalhar esse tema.
Foi onde me deparei com várias dúvidas, e uma delas foi como trabalhar o mesmo tema em uma turminha de maternal 1.
Tive a ideia de pegar as bonecas e bonecos de pano da minha filha, onde uma delas era negra e contar uma história onde todos eram coleguinhas, porém eles não brincavam com a "Bibi" (boneca negra) devido à cor de sua pele.
Ao concluir a história, mostrei que por dentro todos eram iguais ( havia um coração por baixo de cada roupinha).
Eles adoraram, porém quem ficou receosa foi eu, ao contar a história, pois uma das atendentes era negra. Fiquei toda melindrosa com o uso das palavras, de que forma colocá-las, enfim, ao término da aula, quando retornava para casa, fiquei me perguntando:
- Até que ponto vai o preconceito?
- Será que as pessoas negras se sentem "mal" ao ouvir uma história sobre preconceito?
- Será que o meu pensamento teve relação ao preconceito?
Respondendo a última pergunta, tenho certeza que não sou preconceituosa, pois o pai da minha filha é negro, porém não sei porque aquele sentimento de magoá-la me atingiu tanto.
Será que nós professores estamos preparados para abordar esse assunto em sala de aula?
Minha escola de educação infantil fez um projeto para toda a escola trabalhar esse tema.
Foi onde me deparei com várias dúvidas, e uma delas foi como trabalhar o mesmo tema em uma turminha de maternal 1.
Tive a ideia de pegar as bonecas e bonecos de pano da minha filha, onde uma delas era negra e contar uma história onde todos eram coleguinhas, porém eles não brincavam com a "Bibi" (boneca negra) devido à cor de sua pele.
Ao concluir a história, mostrei que por dentro todos eram iguais ( havia um coração por baixo de cada roupinha).
Eles adoraram, porém quem ficou receosa foi eu, ao contar a história, pois uma das atendentes era negra. Fiquei toda melindrosa com o uso das palavras, de que forma colocá-las, enfim, ao término da aula, quando retornava para casa, fiquei me perguntando:
- Até que ponto vai o preconceito?
- Será que as pessoas negras se sentem "mal" ao ouvir uma história sobre preconceito?
- Será que o meu pensamento teve relação ao preconceito?
Respondendo a última pergunta, tenho certeza que não sou preconceituosa, pois o pai da minha filha é negro, porém não sei porque aquele sentimento de magoá-la me atingiu tanto.
Será que nós professores estamos preparados para abordar esse assunto em sala de aula?
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
O Sentido da educação
Olhando o vídeo que as colegas Lu Rappeck e Gisele da Rosa fizeram, onde o assunto era "O sentido da educação- Um olhar indígena sobre o tema", fiquei observando atentamente e me perguntando qual o sentido da educação, não só no olhar indígena, mas sobre o nosso olhar.
Em um certo momento é feita uma pergunta ao cacique Francisco, sobre qual o sentido da educação para o povo guarani?
Ele responde:
"- É forma de você ensinar as crianças...nossa educação é diferente da cidade, nossa educação é no cotidiano, no dia-a-dia, nós aprendemos com nossos pais a respeitar as pessoas, a primeira educação a gente recebe em casa com a nossa família e a educação escolar, na escola a gente aprende a ler e escrever..."
Me detendo na última parte da resposta, onde é dito que "a primeira educação a gente recebe da nossa família em casa, na escola a gente aprende a ler e escrever..." eu vejo que o meu olhar sobre a educação é o mesmo que o olhar dele, porém não é o que vivencio no cotidiano escolar, onde os papéis se invertem...
Sempre tive comigo que educação vem de casa e que escola é para "ler e escrever", transmitir conhecimentos...mas não é essa a realidade.
Escuto com frequência de pais de alunos "Professora não posso mais com meu filho, o que você pode fazer?"
Aí eu me pergunto, estamos preparados para lidar com essas situações?
Qual o real sentido da educação?
Em um certo momento é feita uma pergunta ao cacique Francisco, sobre qual o sentido da educação para o povo guarani?
Ele responde:
"- É forma de você ensinar as crianças...nossa educação é diferente da cidade, nossa educação é no cotidiano, no dia-a-dia, nós aprendemos com nossos pais a respeitar as pessoas, a primeira educação a gente recebe em casa com a nossa família e a educação escolar, na escola a gente aprende a ler e escrever..."
Me detendo na última parte da resposta, onde é dito que "a primeira educação a gente recebe da nossa família em casa, na escola a gente aprende a ler e escrever..." eu vejo que o meu olhar sobre a educação é o mesmo que o olhar dele, porém não é o que vivencio no cotidiano escolar, onde os papéis se invertem...
Sempre tive comigo que educação vem de casa e que escola é para "ler e escrever", transmitir conhecimentos...mas não é essa a realidade.
Escuto com frequência de pais de alunos "Professora não posso mais com meu filho, o que você pode fazer?"
Aí eu me pergunto, estamos preparados para lidar com essas situações?
Qual o real sentido da educação?
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