quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Respeito ou preconceito?

Levando em conta as datas comemorativas do mês de novembro, me deparo com o dia 22/11- consciência negra.
Minha escola de educação infantil fez um projeto para toda a escola trabalhar esse tema.
Foi onde me deparei com várias dúvidas, e uma delas foi como trabalhar o mesmo tema em uma turminha de maternal 1.
Tive a ideia de pegar as bonecas e bonecos de pano da minha filha, onde uma delas era negra e contar uma história onde todos eram coleguinhas, porém eles não brincavam com a "Bibi" (boneca negra) devido à cor de sua pele.
Ao concluir a história, mostrei que por dentro todos eram iguais ( havia um coração por baixo de cada roupinha).
Eles adoraram, porém  quem ficou receosa foi eu, ao contar a história, pois uma das atendentes era negra. Fiquei toda melindrosa com o uso das palavras, de que forma colocá-las, enfim, ao término da aula, quando retornava para casa, fiquei me perguntando:
- Até que ponto vai o preconceito?
- Será que as pessoas negras se sentem "mal" ao ouvir uma história sobre preconceito?
- Será que o meu pensamento teve relação ao preconceito?
Respondendo a última pergunta, tenho certeza que não sou preconceituosa, pois o pai da minha filha é negro, porém não sei porque aquele sentimento de magoá-la me atingiu tanto.
Será que nós professores estamos preparados para abordar esse assunto em sala de aula?

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Sentido da educação

Olhando o vídeo que as colegas Lu Rappeck e Gisele da Rosa fizeram, onde o assunto era "O sentido da educação- Um olhar indígena sobre o tema", fiquei observando atentamente e me perguntando qual o sentido da educação, não só no olhar indígena, mas sobre o nosso olhar.
Em um certo momento é feita uma pergunta ao cacique Francisco, sobre qual o sentido da educação para o povo guarani?
Ele responde:
"- É forma de você ensinar as crianças...nossa educação é diferente da cidade, nossa educação é no cotidiano, no dia-a-dia, nós aprendemos com nossos pais a respeitar as pessoas, a primeira educação a gente recebe em casa com a nossa família e a educação escolar, na escola a gente aprende a ler e escrever..."
Me detendo na última parte da resposta, onde é dito que "a primeira educação a gente recebe da nossa família em casa, na escola a gente aprende a ler e escrever..." eu vejo que o meu olhar sobre a educação é o mesmo que o olhar dele, porém não é o que vivencio no cotidiano escolar, onde os papéis se invertem...
Sempre tive comigo que educação vem de casa e que escola é para "ler e escrever", transmitir conhecimentos...mas não é essa a realidade.
Escuto com frequência de pais de alunos "Professora não posso mais com meu filho, o que você pode fazer?"
Aí eu me pergunto, estamos preparados para lidar com essas situações?
Qual o real sentido da educação?

sábado, 9 de setembro de 2017

Meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde!

"Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar, que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde."
                                                                          Caio Fernando Abreu

Subi correndo no primeiro bonde sem esperar que parasse, sem saber para onde ia...
Entrei na sala de aula, com minha aula planejada, sem saber qual a real necessidade dos alunos.

Meu caminho pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde.

Foi onde percebi que meu planejamento vai além de quatro paredes, atravessa barreiras.
Se faz necessário uma observação profunda do perfil dos meus alunos, da turma, para poder alcançar os objetivos propostos.

Diversidades

Após nossa primeira aula presencial deste semestre, onde colocamos em pauta o assunto "diversidade", percebi que devemos ter um olhar bem atento aos diversos tipos de situações que nos levam a perceber em nossa sala de aula as diferenças.
Em um pequeno espaço nos deparamos com famílias diferentes, raças diferentes, opções sexuais diferentes, etc...
No entanto, com a correria do dia a dia, com a preocupação em cumprir com os conteúdos, não percebia esses detalhes tão importantes para a formação do individuo.
Talvez agora, possa solucionar muitos problemas, tanto de aprendizagem, quanto de conduta, olhando para meus alunos com um olhar liberto de preconceitos e atendê-lo conforme suas necessecidades.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Participando da escola!

Chegando em uma das escolas onde leciono, fui direto ao encontro da diretora... onde perguntei para ela onde se encontrava o PPP da escola.
Fiquei estarrecida com a resposta, disse-me que quando chegou nessa escola, havia pedido para a antiga diretora, e a mesma lhe respondeu que tinham feito a um tempo atrás um esboço de um, mas que não tinham ido adiante...
Me pergunto, agora através dessa interdiscplina, na qual me mostrou claramente o quão importante é este documento, como é o funcionamento dessa escola...
Totalmente desorganizado. Porém, solicitei para que iniciássemos a construção do mesmo e prontamente ela se disponibilizou para que em breve iniciássemos este processo.
Espero em breve postar a conclusão do mesmo.

CPM e Conselho escolar

No último encontro debatemos sobre nossas escolas, sobre as peculiaridades de cada uma, suas falhas, seus crescimentos...
Foi muito esclarecedor...
Refleti muito sobre uma Gestão Democrática, sobre a participação de cada membro da escola para o bom funcionamento da mesma.
Hoje aconteceu a eleição de CPM, na qual faço parte, e também do conselho escolar...
Vou ter a oportunidade de participar assiduamente e fazer parte de uma realidade que antes achava que não competia a mim, que meu espaço na escola se restringia a uma sala  de aula.
Com certeza vai ser uma boa forma de saber como funciona esses segmentos, e poder debater com propriedade sobre esses assunto!

Refletindo

Para  pensar:
Será que é sempre fácil para o aluno colocar-se no ponto de vista do professor e acompanhar seu raciocínio?
Será que é sempre fácil para o professor dar-se conta de que o raciocínio do aluno é diferente do seu?
Reflexão muito profunda.
Me fez pensar e repensar o quanto me falta paciência com meus alunos e o quanto eu exijo deles sem aos menos observar neles o seu esforço, sua força de vontade em cumprir com o que lhe é proposto....
Diariamente chego extremante cansada e exausta e, com o decorrer dos anos percebo que minha paciência não existe mais....
Contudo essa reflexão me fez olhar eles com outros olhos e dar-lhes a liberdade de expressão e manifestação o que antes não ocorria.
Me coloco no lugar deles e transformo minha aula mais leve e menos cansativa, respeitando o tempo de cada um!